Review: Thor: O Mundo Sombrio

Filme: “Thor: O Mundo Sombrio” (2013)

Direção: Alan Taylor.

Elenco: Chris Hemsworth, Natalie Portman, Tom Hiddleston e Anthony Hopkins

“Vamos ver o novo filme do Thor?” Quase não acreditei quando ouvi essas palavras vindas da boca da minha esposa. Ela, assim como mais da metade do planeta, foi conquistada pela simpatia de Tony Stark (lê-se Robert Downey Jr) e a grandiosidade de Os Vingadores (2012). Acontece que ela nunca se quer pegou em algum quadrinho da Marvel na vida e, assim como ela, meio mundo conhece seus personagens e se declaram até fãs deles sem ter talvez lido alguma historinha no gibi. A Marvel, que a pouco mais de dez anos atrás estava a ponto de declarar falência, conseguiu o que muitos na indústria do entretenimento almejam: não se limitar ao nicho de mercado e atender ao mainstream. Após a quebra de contrato por parte da Paramount, a editora -que já tinha seu próprio estúdio-  teve total direito e liberdade sobre a produção de Homem de Ferro (2008), fazendo o que há muito tempo os fãs (reais) esperavam. Estava dado o ponta pé inicial para uma série de produções dos Estúdios Marvel que mudaria a indústria dos quadrinhos e do cinema, além da forma como o público perceberia os super heróis.

A segunda fase da Marvel nos cinemas começou com Homem de Ferro 3 (2013) e agora nos traz  o segundo capítulo da história do deus do trovão: Thor: O Mundo Sombrio,  que expande o universo do herói e, diga-se de passagem, é bem melhor que o primeiro Thor (2011).

A trama começa logo depois dos eventos de Os Vingadores onde Loki (ótimo mais uma vez) é condenado por Odin por seus crimes contra Midgard (Terra). Anteriormente é mostrada uma guerra travada no passado a 5000 anos para salvar o universo da escuridão entre o exército de Asgard e os elfos negros (liderados por Malekith o Maldito, o qual tenta usar o Ether, artefato sem forma definida de poder infinito e indestrutível, com o objetivo de levar todos os mundos de volta às trevas, ato que só pode ser feito com o alinhamento dos nove reinos). A guerra é vencida pelo exército de Asgard (liderado por Bor, pai de Odin e avô de Thor) e o Ether é mantido escondido e a salvo entre os mundos. Com um novo alinhamento, Malekith volta para tentar cumprir sua ambição novamente e caberá a Thor e companheiros (Jane Foster -que se envolve na história de forma totalmente aleatória- e Loki  -que terá seus motivos para ajudar) impedirem os elfos negros.

Logo de cara nota-se uma complexidade maior da produção: um cenário muito maior (nada de cidadezinha do Novo México), Asgard agora é mais o centro dos eventos do filme -com ótimas cenas de batalhas e mais reinos mostrados-, a boa estruturação e equilíbrio entre as estéticas de ficção científica, futurismo e cenários épicos. É como ver um universo que oscila de forma consistente entre os cenários de Guerra nas Estrelas, O Senhor dos Anéis e Final Fantasy sem causar nenhuma estranheza. As cenas de humor (bem colocadas), só enriquecem ainda mais o filme e, como todo filme da Marvel, cheio de referências, contando com as já esperadas cenas pós créditos mostrando personagens de Guardiões da Galáxia.

Apesar das benditas coincidências convenientes, o filme é garantia de diversão, seja você fã de quadrinhos ou não, o que tem sido o grade trunfo da Marvel: filmes que agradam o grande público e aos mais exigentes fãs, assim como a Disney já fazia com suas animações. Parece que a Marvel conseguiu de novo!

Nota: 8,5/10

mrvg-recruta (1)

Comentários

Sem Spoiler Por favor.