Review: Dead Rising 3

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Fala aí gurizada, Kurogami trazendo mais uma review em ritmo de G.R.R. Martin. Digamos que meu fim de ano foi um inferno.

A review hoje é sobre Dead Rising 3. A idéia básica é a mesma de todos os jogos da franquia, você é um sobrevivente preso numa cidade infestada de zumbis.

Vamos por partes.

 

Gráficos: Aqui vale comentar que eu joguei a versão de PC, que recebeu críticas violentas por ser um port malfeito da versão de XOne. Como eu sou o tipo do cara que acredita que gráfico não é tudo, e o meu computador ainda tá longe de ser um PC pra gamer otimizado e bunitim, eu taquei tudo no mínimo pra não transformar ele em uma chapa de fritar ovo. Era mais ou menos como botar um cheat de slow-motion no jogo, mas pelo menos o PC ficava fresquinho.

Aí eu descobri que existe uma gambiarra simplíssima pra eliminar o limite de 30 FPS no PC, que consiste em montar um arquivo txt com instruções específicas e deixar ele na raiz da pasta onde você instalou o jogo. Como, repito, meu PC não é o supra-sumo da fodelância, o jogo rodou mais rápido mas ainda assim sofria um certo slowdown toda vez que a quantidade de zumbis em tela ultrapassava um certo número – é muito mais perceptível quando você precisa se deslocar de um ponto para outro da cidade, já que os zumbis vão renderizando conforme você se aproxima, mas como estamos falando de MUITOS zumbis MESMO, você não vê as texturas sendo aplicadas nos mesmos até chegar perto. A câmera do jogo favorece mais a distância, então você enxerga melhor os zumbis quando faz uma das “execuções” do jogo (movimentos possíveis quando você mata 10 zumbis ou mais em sequência). Visualmente, o jogo é muito bacana, mas no final das contas essas quedas de FPS atrapalham o gameplay bastante. Nota: 6,0

 

História: Como se Dead Rising precisasse de uma. Resumindo bem resumidinho, você é um mecânico que descobre ser imune à contaminação por mordidas de zumbis. Aparentemente, se passaram alguns anos desde os eventos de Dead Rising 2, e agora todos os contaminados são obrigados por lei a terem implantado um chip que notifica a localização deles para o governo E administra Zombrex (a “cura” supressora do jogo que precisa ser administrada de 12 em 12 horas) periodicamente. Isso passando completamente por cima dos eventos de Dead Rising 2 – em que uma cidade inteira era “zumbificada” com o único propósito de conseguir matéria-prima para a fabricação de Zombrex… Seja como for, a cidade é cercada pelo exército, e para escapar você vai precisar descolar um avião, o que vai fazer com que você trabalhe para um dono de uma boate de strip pra localizar uma adolescente na cidade, pela qual forçosamente o protagonista tem uma quedinha… em outras palavras, o jogo não tem tanto um “plot” como tem uma “sequência de acontecimentos”, puxando bem a palha para o lado dos filmes B de horror, o que pode ser um ponto positivo ou negativo dependendo de como você olha. O “plot” basicamente serve pra te puxar a coleira pra que você não fique zanzando aleatoriamente pela cidade com um rolo compressor transformando zumbis em asfalto, e pra ir aumentando periodicamente a dificuldade. Pelo menos tem uma sacada bem legal perto do final pra quem jogou o segundo jogo. Nota: 5,0

 

Gameplay: Aqui temos o VERDADEIRO motivo pra se jogar Dead Rising: andar por uma cidade infestada de zumbis vestindo um monoquini e um chapéu de caubói com um lança-chamas em forma de consolo amarrado na sua virilha.

Bom, não é a ÚNICA forma de se jogar, mas é uma forma divertida pra caraleo.

O protagonista continua sendo o típico cara que faria o McGyver se prostrar em adoração. Você pode combinar QUASE qualquer coisa com QUASE qualquer outra coisa e transformar isso em uma arma de aniquilação em massa de mortos-vivos. O jogo também traz a possibilidade de usar veículos pela primeira vez na franquia, e mais, você pode COMBINAR veículos pra fazer máquinas de matar como empilhadeiras que atiram fogos de artifício como se fossem mísseis, ou tanques de guerra com limpadores de rua e a cara de um moleque de desenho animado dos anos 50. Não é mais necessário utilizar um local específico para combinar as armas. Algumas são bem apelonas, como o arco e flecha que atira dinamite (já vindo de outros jogos da franquia) ou a fantasia de dragão chinês com garras de katana que te permite voar. Algumas combinações só são destraváveis através de level-up, outras progredindo na história, mas todas dependem de você encontrar blueprints espalhadas pela cidade, o que te encoraja a explorar a mesma. Na verdade, isso é o que o jogo mais recompensa – você pode entrar na grande maioria dos lugares, exceto alguns que são travados até você estar em missões específicas. Além de blueprints (que sempre tem os componentes por perto pra você testar), você também pode encontrar estatuetas do Frank West (de Dead Rising 1) e descobrir pessoas que morreram e não viraram zumbis (geralmente suicidas), quase sempre acompanhadas de um trocadalho do carilho. Tudo isso te dá pontos de experiência, apesar de nada te fazer ganhar nível mais rápido do que brincar de carrossel humano com os zumbis (existe um golpe especial em que você agarra um zumbi e gira ele em volta, derrubando/matando os zumbis ao redor antes de arremessá-lo; como todos os movimentos especiais dão mais PP que o normal, e este movimento em particular mata muitos zumbis de uma vez só… faça as contas). O jogo também tem uma série de desafios e achievements como “mate tantos inimigos com a arma X” ou “atropele tantos zumbis com o veículo Y”, clássicos da série. O jogo continua com uma mecânica de passagem de tempo que inclui dia e noite, com os zumbis geralmente ficando mais agressivos durante esse segundo período.

Como a cidade é mais ampla do que as anteriores, agora há múltiplas safehouses (com uma certa frequência, você precisa limpá-las de zumbis primeiro). Além da possilidade de trocar qualquer roupa que já tenha vestido no jogo (que já havia nos jogos anteriores), nas safehouses você tem acesso a qualquer arma que já tenha destravado, inclusive armas combinadas. Isso também acontece com as garagens que você pode encontrar pela cidade. E finalmente, alguns sobreviventes que você resgata você pode armar e trazer consigo. Confesso que não é algo que eu use porque os sobreviventes podem morrer de forma permanente, e cada vez que você reseta o tempo do jogo (retornando ao primeiro capítulo mas mantendo o que destravou) você precisa destravar os sobreviventes de novo.

Nota: 9,0

 

Som: Meh.

Eu poderia escrever só isso e ficar feliz. A música de DR3 não é nada fantástica – parece que pegaram uma mix tape do Rob Zombie, tocaram num liquidificador e gravaram o resultado. Além do mais, o jogo só toca música durante as boss fights, e às vezes durante as cutscenes. Pra piorar, o som do jogo é bem baixo, às vezes nem dá pra ouvir o que os personagens estão falando.

Nota: 4,0

Nota final: 6,0

De forma geral, Dead Rising 3 é um jogo muito divertido, mas tem seus problemas. O jogo demonstra claramente a falta de “polimento” característica da safra de 2014. Um mérito o jogo tem: eu não topei com UM ÚNICO BUG enquanto jogava. Reclamem dos frames o quanto quiserem, mas pelo menos DR3 não tem DLC travado no disco ou bugs de renderização/colisão que fazem o jogo parecer ainda estar em fase beta.

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